segunda-feira, 11 de novembro de 2013

DECLÍNIO




Declaro que a partir de hoje me declinarei!
Nos falsos passos da vida, não ousarei recuar
Declinarei por me cansar de buscar equilíbrio,
Por  tentar esquecer os conflitos,
lutar por uma causa perdida,
Minha vida....Ah, minha vida!
Minha vida é sofrida, não me importarei, declinarei.
Pra que insistir, correr contra o tempo, fugir do sofrimento?
Não vou mais chorar, meus diálogos são frívolos,
Minhas forças são insignificantes, não tenho mais tempo
O declínio é minha solução.
Quando fui concebida meu destino já estava traçado,
Amarga seria a minha trajetória, eterno seria o meu sofrer.
Não fugirei dos fatos, esta é a minha hora, agora só me resta

um instante...um segundo...estou extenuando, estou declinando.

A NOITE PASSADA



Hoje quando acordei, não quis levantar, virei-me pro lado tentando dormir, da noite passada...não quero lembrar, não quero acordar, apenas fugir. Quero ir para bem longe, não quero voltar, a noite passada foi meu despertar. Lembranças passadas me trazem perigo, lembranças amargas da noite passada, não quero lembrar, não quero lembrar. Preciso esquecer-me da noite passada, sonhos infaustos me faz recordar os dias infelizes que tenho vivido, da noite passada não posso lembrar. Preciso livrar-me da angustia e do medo, a noite passada será meu segredo. Pedaços de mim estão se espalhando, me sinto sangrando, estou ofuscando. Preciso dormir num sono profundo, fugir deste sonho, desta agonia, esquecer-me de tudo, da nostalgia. Da noite passada não vou mais lembrar, saí do perigo, do sono profundo, encontrei minha paz, enfim minha alegria.

Fale-me de ti


                                    

                                   Fale-me de ti

Fale-me de suas pretensões e de sua vaidade
De tua sorte e crendices
De opiniões e verdades
Fale-me sobre a chuva, o vento, sobre o que quiseres
Mas fale-me de ti.

Fale-me de sua ternura e da sua brandura
De suas paixões e amores,
De suas buscas e  loucura,
Das decepções, das fugas, dos dissabores,
Mas fale-me de ti.

Fale-me dos seus anseios, dos desejos mais profanos
Das tuas malicias e inocência,
Das  boas lembranças e travessuras de adolescência,
Mas fale-me de ti.

Fale-me do campo, das flores e jardins,
Fale-me de sua vida, não esqueça o passado
Das preferências ou aborrecimentos
Mas fale-me de ti.

Fale-me com esse seu jeito terno e ameno
Um jeito simples e sereno
De um jeito amante, amigo
Mas fale comigo.

Fale-me da sua essência, das virtudes
Dos maus pensamentos e de tua bondade
Do teu silencio e das tuas atitudes
De suas conquistas, da mocidade
Mas fale-me de ti.

Fale-me com um olhar
Do primeiro encontro,
Tanto carinho e tanto encanto
Fale-me do primeiro beijo
Mas fale-me o que não é teu desejo.

Fale-me desse amor que surgiu entre nós
E que me faz refletir a todo instante:
Meu prazer é ter você ao meu lado
Sem a sua companhia, não teria alegria.

Fale-me, por favor, fale-me
Fale-me apenas, que enquanto houver sol
Estará sempre comigo
E que esse amor será o nosso abrigo.

Devaneios



Corri para longe deste lugar,
Fugi em busca de abrigo
Procurei um jeito correto de amar
Livrei-me de quem me trazia perigo

Caminhei para longe desta agonia
Em busca do doce sabor do amor,
Fugindo enfim desta melancolia
Que resumia a minha vida em dor

Fugi das sombras do passado
Livrei-me dos fatos malogrados,
Das frases mal faladas
Das vozes assombradas

Sofri com esse jeito de viver
Agora quero olhar como os outros
sem lamparinas para enxergar,  sem negrume
sem  medo do buraco sem fundo e da queda sem fim

Quero livrar-me de tudo que é real
E da vida que me aprisiona
Quero estar em paz  e me esconder nesta utopia
Abafar as minhas dores, refazer minha alegria

E enfim num lugar perfeito, um lugar direito
Ver fadas e duendes, ouvir contos e canções
não fugir desse meu estado onírico
ficar neste mesmo lugar e  deste sono jamais despertar.