sábado, 3 de outubro de 2026

Miguel

Desde que eu te vi

A minha vida ja mudou

Você me olhou de um jeito

Foi tudo tão especial bis(bis)!

Foi tudo tão diferente (bis)

Que nossa vida se encontrou.


Em voce vejo o sol

Vejo a lua sorridente

Festejando a gente.



Cheguei de mansinho

Foi um olhar de repente

Sorriu e me aceitou

De uma maneira sem igual 

Olhei olhos de cor de mel 

Me deparei com Miguel. 


segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Senhora vida

Sou grata ser eu

Eu entendo quando

Me testa com o intuito de me fazer aprender

Mas, maneira aí, não me venha com a tal da lei de marphy toda vez que o coração dá uma acelerada.


Eu sei, eu sei, eu sei.

Não me venha dizer que viver é complicado, que existe os sabores e dissabores da vida.

Sempre soube que encarar a vida como uma sintonia em versos simples e dilacerados é um desafio, mas que eu quero passar por isso, sem esperar nada em troca, quero apenas fazer o meu melhor.mesmo que eu tenha que recomeçar quantas vezes for preciso.

Você parece até o meu inconsciente quando está de TPM querendo me descontrolar.

Outras vezes parece a ultima mordida do chocolate mais gostoso que existe.

domingo, 27 de setembro de 2026

 Me chamou para dançar, no fim da noite pagou minha comanda, quis me dar carona, recusei, pedi meu carro 

sábado, 19 de setembro de 2026

Primeira Experiência

Eu não tenho boa memória, o médico uma vez me disse que a gente só lembra daquilo que o cérebro registra como importante.
A partir dessa fala eu costumo dizer que minha memória é uma vaga lembrança, por isso, nem todos os fatos fazem parte da minha memoria e sim das memórias de quem tentam me recordar, mas dessa eu lembro direitinho.


Viagem ao Nordeste
Medo, avião, conexão, emoção.

Um desconhecido sentado ao meu lado me acalmava antes da decolagem. Ele era alto, cabelos grisalhos, divertido, inteligente e sexy. Devia ter uns 40 anos, eu tinha apenas 21.
Vislumbrada, acompanhava atenta ao que ele falava, conversamos sobre comida, livros e trabalho, o papo até que era bom, mas quando cheguei ao Rio de Janeiro um aviso veio da cabine pedindo aos passageiros com destino a varios estados que desembarcasse, Fortaleza não foi citado. 
Eu continuei sentada, mas dividi minha angustia com meu colega, mais uma vez ele me tranquilizou dizendo que voos para o Nordeste saiam somente de São Paulo, então, eu relaxei. Quando as portas se fecharam e o comandante deu boas vindas aos novos passageiros, uma intuição falou aos meus ouvidos:

_ Será que você não tem que descer mesmo?

A vergonha era maior que qualquer intuição, então continuei sentada. Quando o avião começou a se movimentar lá vem a dona intuição de novo:

_É melhor perguntar agora, pois, em São Paulo, poderá ser tarde demais.

Levantei-m imediatamente e me dirigi ao comissário, ele me ouviu, pediu que eu esperasse e entrou na cabine. Todos me olharam, a aeronave parou. Meu colega fingindo demência me perguntou o que estava acontecendo. Disse apenas que pediram para eu esperar. Depois de 15 minutos, o avião fez um breve movimento, as portas se abriram e o comissário veio até a mim e pediu para eu descer, pois, meu proximo voo sairia do Rio de Janeiro mesmo. Levantei, peguei minha bagagem de mão e sem me despedir do colega saí sem olhar pra olhar para trás. 
Dessa vez, ouvi a voz da minha mãe:

"EU TE AVISEI QUE NÃO ERA PARA CONFIAR EM ESTRANHOS".

sábado, 12 de setembro de 2026

PROTESTO

Joana recorda com sorriso no rosto o dia em que a sua falta de criatividade virou motivo de rebeldia. Logo ela que sempre fez as atividades  em sala de aula. Foi na oitava série que pela primeira vez ela tutibiou. Recebeu a tarefa da professora como um corte na garganta. "Como assim? Desqualificar o sujeito, o substantivo?" Na sua opinião uma tarefa assim não deveria ser dada, muito menos valer nota para passar de ano. Era a vaidade gritando, pois, ela era a aluna que recebia destaques em seus textos nas aulas de português, agora se via em apuros e não queria perder este destaque, era como se tivesesse que desqualificar a si mesma. Joana levou tão a sério essa revolta que no dia da entrega da tarefa, todos entregaram, menos ela. A professora prontamente questionou, foi aí que ela respondeu que não fez porque tal tarefa era uma afronta para os seus neurônios. Enquanto todos olhavam em sua direção, ela se levantou e sacou um papel do bolso, levantou-se e começou a ler um texto com o título de "protesto". A professora sem entender, arregalou um olho e começou a prestar atenção. Ao final da leitura todos levantaram e começaram a aplaudir, quando todos pararam, a professora começou a elogiar o texto dizendo que quase acreditou em Joana e ainda disse que um texto naquele nível de qualidade sem nenhum adjetivo, só poderia ser escrito por ela.

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

 Segundo


Vento

Costume

Ausência

Banido

Surreal

Chego

Morro

Medido

Certo

Descobre

Sussurro

Senistezia

Histeria

Romance

Siga-nos

Africano

Jamaicano

Tribos

Correntes

Serpertes


domingo, 6 de setembro de 2026

Você

Em dias frios sigo como pássaro voando em desatino, procuro um abrigo para repousar.


O peito  recorda miséria de um tempo sombrio do seu caminhar, contando história para não recordar.


Em dias vazios transformo desgraça em lembranças frívolas.  


Cinzas esquecidas na solidão,  mente em estado de obnubilação.    


Perdido sem rumo, sem prumo, sentindo falta da música cantada ao sol de domingo na varanda do quarto com seu violão.   

                                                                                              

Sorriso maroto de jovem poema,  criando sonetos, enquanto partia o meu coração,


É tempo passado destoando presente, silêncio onírico para apagar da memória,


o corpo que sente, alma eloquente, sensato seria apagar-te da mente.


Mas ainda ocupa um lugar, reabriu o buraco cavado no chão, abrigando um deserto que faz confusão.


Desalinhou a vida,

                                   rompeu a inocência,

              levou minha paz,

                              ficou o teu cheiro,

               de resto, teu fruto.


Reflexos

4Angela Rodrigues

Sou feito de variedades,

meu objetivo é olhar. 

Embora haja quem recuse me ver,

porque sou lente para mente.

Vejo...

Olhos de lágrimas, 

sorriso vazios,

alegria sem brilho.

Vejo...

Máscara sem cor,

pintura escondida,

olheiras de dor,

mente perversa,

imagem reversa,

mentira estampada,

farsa escancarada.

Vejo...

Solidão sem perdão,

tensão, solidão, tensão.

Enxergo...

Fases da alma,

beleza escondida,

disfarce da vida,

transparência invisível.

Mas...

Também sou vaidade,

dilema inocente,

caráter indecente,

algo para moldar.

Sou o lado oposto,

adereço de Orixá,

desculpa escondida.

Sou...

Ponto cego da tragédia,

o lado oculto do teu ser,

insistência do amanhecer,

choro ao entardecer,

sou o côncavo e convexo,

o segredo e o reflexo.


domingo, 23 de agosto de 2026

Espelho

 Vejo você, nem sempre me alegro, 


poque você é de fases, eu não compreendia isso Quando cheguei aqui nesse ambiente aparentemente saudável. Pura ironia do destino, porque de onde eu vi, eu não era de ninguém, as pessoas passavam por mim, só para enxergar suas imperfeições, outras suas vaidades, até que você chegou, me olhou b nos olhos primeiro, depois me encarou profundamente, naquele dia você enxergou minha virtude, minha beleza interna e externa, gostou do meu formato redondo, eu bem vi que você pensou em me transformar em uma mandá-la, eu até gostei da ideia, mas você hoje estou aqui do jeito que voce me trouxe, pelado sem nada, apenas pendurado na parede.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Partida

Partida - Música 


É hora de partir, talvez eu vou voltar

Preciso ir daqui, outros ares habitar

Não sei se vou voltar, raizes finquei

Amigos vou deixar


É hora de ir, lapidar minha memória, 

construir uma história 

Que ficou em uma lembrança 

De um sonho de criança 

Que não pude realizar


Quem sabe agora a sina de pensar nessas meninas, me faça repensar

o caminho agora é meu, deixei me ir

Preciso andar


Ah, maravilha, ser mulher, peregrina, quem sabe eu possa ser

Talvez viajante, com mochilas nas costas encontrar minha criança 

Para reconectar


Ah, maravilha, quando se tem coragem para continuar

Com a certeza de que o coração ainda pulsa


Com a cantiga de criança

Vem latente na lembrança construindo nova dança na incerteza se vou voltaaaar


Lararaia, laraialaiaaaaa

Execicio de escrita - Coletivo escreviventes

Espelho


Sou feito de variedades,

meu objetivo é olhar. 

Embora haja quem recuse me ver,

porque sou lente para mente.

Vejo...

Olhos de lágrimas, 

sorriso vazios,

alegria sem brilho.

Vejo...

Máscara sem cor,

pintura escondida,

olheiras de dor,

mente perversa,

imagem reversa,

mentira estampada,

farsa escancarada.

Vejo...

Solidão sem perdão,

tensão, solidão, tensão.

Enxergo...

Fases da alma,

beleza escondida,

disfarce da vida,

transparência invisível.

Mas...

Também sou vaidade,

dilema inocente,

caráter indecente,

algo para moldar.

Sou o lado oposto,

adereço de Orixá,

desculpa escondida.

Sou...

Ponto cego da tragédia,

o lado oculto do teu ser,

insistência do amanhecer,

choro ao entardecer,

sou o côncavo e o convexo,

o segredo e o reflexo.











sexta-feira, 24 de julho de 2026

 Sem perdão...

Eu me perguntei, o que vou fazer

Não sei, não digo, não ligo pra você 

Eu te magoei, quando te deixei

Mas a vida anda, agora me curei.


Sem amor...

Dei valor a vida, encontrei a saída 

Respondi, eu sigo, sem você 

Fiz essa canção, pra homenagear

A mulher que tem coragem pra recomeçar 


Corre pra vida, deixei a ferida 

Você venceu e se convenceu

Que ser mulher, é seguir, 

Encarando que nem tudo ...


Em construção 



quinta-feira, 2 de julho de 2026

 A noite dormia em transe 

Morte lenta sem sentido

Cheiro de terra molhada

Desatre com corte profundo

Conto palavras vazias

Microfone para descrever

Censura em dia de sorte

Gramática censurando poemas

O sol sozinho se vai

O Silêncio refaz o caminho

Vazio em tarde de chuva

Constelação sem brilho

Em céu sem paixão 

Mar aberto pede passagem

Floresta densa abre caminho

Frio em noite de lua

Selva pedindo abrigo

Orvalho de manhã 

Molhando grama seca 

Espera constante pela

Insanidade do vento

Que busca abismo

De um sorriso selvagem

Sapateando amor, perdão 

Buscando sermão do padre perdido

Relva

Simbólico 

Dor

Paixão 

Perda

Morri

Vivi

Sofri

Chorei

Voltei

Muito ruim, reconstruir

 Céu arrebol

Com nuvens brancas ao redor

Vermelho alaranjado

Contemplando a cor do sol


Carta de amor

dissabor

Desamor

Gotas de lágrimas molhando papel


Em construção 



Sequencia de partido

Estrada de chão sangrenta

Coração partido de despedida

Um vento que vai e não volta

Revolta constrói barreiras


É vida entorpe

Morte singela 

Beira de sorte

Varal sem roupa 

Noite sem lua


É  rio, mangue, é mar

É canção de orixa

Alívio pra alma

Pés pra caminhar


É sorte de quem corre

Terra sem chão 

Corrente de espinho

Sorriso de solidão 


Torrente de sombras

Amor sem paixão 

Pulo sagrado

Vazio, buraco em vão 


Verso sem canção 

Poética sem sentido

Escrita de alívio

De um dia triste


Dor pra sentir

Deixar ela vir

Parar pra ouvir

Sofrer sem cair


Permissão de si mesmo

Olhar o seu dentro

Falar pro seu íntimo

Parar...respirar... e chorar.




Partido

No semblante encontro tristeza

De um amor que se foi

De uma voz que se vai

Que ser desfaz


No silêncio da vida encontro solitude

De presença ausente

De amor que reinou

De pássaro que voa


Na cama vazia encontro imagens

De espaços ocupados

De manhã sem café 

De sonho sem vida


Na cozinha bagunça deixada

O ventre sangrando

A dor da saudade

Com cheiro de chá.


sábado, 16 de maio de 2026

Yolanda


YOLANDA

Eu sempre me pergunto: 

Será que já houve nesta vida uma mulher tão amada quanto Yolanda.

 Já se imaginou ser amada como ela por apenas um segundo?

Sentir a brisa leve no rosto...a folha de outono caindo lentamennnnnte e atravessar o corpo até cair ao chão?

Sentir o ar entrando... passeando pelo íntimo, até encontrar um aconchego?

Um amor que não pede nada em troca, que compreende e consegue entender que sua amada precisa dividir afetos com os seus.

Eu procuro por tantos lugares mulheres que foram ou são amadas como Yolanda.

Talvez eu nunca encontre.


4- YOLANDA - DAYSE BARBOSA - 2026 - BRASIL


2- YOLANDA - INGRID ESCAMILLA - 2020 - MÉXICO 


1- YOLANDA - LUCIA PERES - 2016 - ARGENTINA


3- YOLANDA - ESMERALDA RICHIEZ - 2023 - REPUBLICA DOMINICANA


sexta-feira, 1 de maio de 2026

Em construção



Tem dias que o mundo não gira, que a roda vira perdendo seu tempo, perdendo o momento, perdendo o sentido, perdendo amor.

A roda é reversa, que talha o sangue, a boca que seca, que rasga o lábio, trazendo a dor.

É roda que trava, garganta inflamada, o estômago grita, é corpo que treme, 

e o coração acelera, são batidas timizadas de acordar com o seu andar, com o seu cansar.

No peito um grave pulsar, uma batida que começa do coração e se espalha pelos pulmões.

É doença que chega sem avisar, consequência do seu calar, dissabor do seu caminhar

Mórbida vida, sem desejo, sem rodar, no sentido correto, talvez sem afeto, pra afetar.


quarta-feira, 18 de março de 2026

Realeza


Eu não tenho boa lembrança, mas algo aconteceu. As vezes parecia fragmentos, outras reflexos, mas, me senti imponente, altiva. Da nobreza, sabe? 

Estava em outra esfera, ou em outra vida. Não havia ninguém por perto, mas eu me bastava, eu me popularizava, me senti completa, não por causa da beleza, mas porque algo dentro de mim se sentia em paz. 

Na cabeça uma trança gigante, formando um moicano lindo, entre cada trançado passavam fios de ouro que embelezava a rainha, substituindo uma coroa real.

Um vestido dourado, feito cor de oxum, nele um decote proporcional a curvatura do colo, no pescoço uma peça rara, fabricada exclusivamente para a ocasião. 

Eu tinha um sorriso no rosto, estava feliz. Talvez porque eu não fazia mais parte desse sistema que corrompe, destrói, mata e oprime.

Não existia presença de outros seres, era apenas eu, eu e eu. A sensação gostosa de que eu era única tomou conta de mim de tal maneira que não havia necessidade de encontrar ninguém. A importância ainda está aqui, ainda corre na veia o sangue nobre, raro, de quem apenas dormia.

Sonho em 17/03/2026.