segunda-feira, 2 de março de 2015

VALSA DE UM SONHO





Ela cantava, cantava e cantava.
Seu canto quase não se ouvia, 
Seu canto era feito a de um pássaro, 
era apenas um pequeno grito, um gemido. Um sussurro.
Quase não se ouvia seu canto, quase não se ouvia seu grito,
quase não se ouvia o seu gemido ou o seu sussurro.

Ela dançava, dançava, girava, girava.
Sua dança era leve, solta, inocente
Era apenas pequenos passos,
como criança aprendendo a andar,
sua dança era tímida , quase não se percebia,
eram pequenos passos,  sem ritmo, sem final

Ela andava, andava, corria,  apressava.
Seu andar era desesperador, seus passos largos, seu ritmo afobado.
Ela corria...corria... fugia, corria
seu corpo cansava, sua pele suava,
corria, suava, cansava, fugia, mas não parava.

Ela voava, voava, pousava, voava, pousava.
Ela libertava-se, voava, voava,
libertava-se num voo eletrizante, alucinante...

Sua dança? acabara. Seu canto? parava. Seu corpo? cessava...
Ela sonhava, sonhava..sonhava...ela? Despertava.