domingo, 6 de setembro de 2026

Você

Em dias frios sigo como pássaro voando em desatino, procuro um abrigo para repousar.


O peito  recorda miséria de um tempo sombrio do seu caminhar, contando história para não recordar.


Em dias vazios transformo desgraça em lembranças frívolas.  


Cinzas esquecidas na solidão,  mente em estado de obnubilação.    


Perdido sem rumo, sem prumo, sentindo falta da música cantada ao sol de domingo na varanda do quarto com seu violão.   

                                                                                              

Sorriso maroto de jovem poema,  criando sonetos, enquanto partia o meu coração,


É tempo passado destoando presente, silêncio onírico para apagar da memória,


o corpo que sente, alma eloquente, sensato seria apagar-te da mente.


Mas ainda ocupa um lugar, reabriu o buraco cavado no chão, abrigando um deserto que faz confusão.


Desalinhou a vida,

                                   rompeu a inocência,

              levou minha paz,

                              ficou o teu cheiro,

               de resto, teu fruto.


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