sábado, 16 de maio de 2026

Yolanda


YOLANDA

Eu sempre me pergunto: 

Será que já houve nesta vida uma mulher tão amada quanto Yolanda.

 Já se imaginou ser amada como ela por apenas um segundo?

Sentir a brisa leve no rosto...a folha de outono caindo lentamennnnnte e atravessar o corpo até cair ao chão?

Sentir o ar entrando... passeando pelo íntimo, até encontrar um aconchego?

Um amor que não pede nada em troca, que compreende e consegue entender que sua amada precisa dividir afetos com os seus.

Eu procuro por tantos lugares mulheres que foram ou são amadas como Yolanda.

Talvez eu nunca encontre.


4- YOLANDA - DAYSE BARBOSA - 2026 - BRASIL


2- YOLANDA - INGRID ESCAMILLA - 2020 - MÉXICO 


1- YOLANDA - LUCIA PERES - 2016 - ARGENTINA


3- YOLANDA - ESMERALDA RICHIEZ - 2023 - REPUBLICA DOMINICANA


sexta-feira, 1 de maio de 2026

Em construção



Tem dias que o mundo não gira, que a roda vira perdendo seu tempo, perdendo o momento, perdendo o sentido, perdendo amor.

A roda é reversa, que talha o sangue, a boca que seca, que rasga o lábio, trazendo a dor.

É roda que trava, garganta inflamada, o estômago grita, é corpo que treme, 

e o coração acelera, são batidas timizadas de acordar com o seu andar, com o seu cansar.

No peito um grave pulsar, uma batida que começa do coração e se espalha pelos pulmões.

É doença que chega sem avisar, consequência do seu calar, dissabor do seu caminhar

Mórbida vida, sem desejo, sem rodar, no sentido correto, talvez sem afeto, pra afetar.


quarta-feira, 18 de março de 2026

Realeza


Eu não tenho boa lembrança, mas algo aconteceu. As vezes parecia fragmentos, outras reflexos, mas, me senti imponente, altiva. Da nobreza, sabe? 

Estava em outra esfera, ou em outra vida. Não havia ninguém por perto, mas eu me bastava, eu me popularizava, me senti completa, não por causa da beleza, mas porque algo dentro de mim se sentia em paz. 

Na cabeça uma trança gigante, formando um moicano lindo, entre cada trançado passavam fios de ouro que embelezava a rainha, substituindo uma coroa real.

Um vestido dourado, feito cor de oxum, nele um decote proporcional a curvatura do colo, no pescoço uma peça rara, fabricada exclusivamente para a ocasião. 

Eu tinha um sorriso no rosto, estava feliz. Talvez porque eu não fazia mais parte desse sistema que corrompe, destrói, mata e oprime.

Não existia presença de outros seres, era apenas eu, eu e eu. A sensação gostosa de que eu era única tomou conta de mim de tal maneira que não havia necessidade de encontrar ninguém. A importância ainda está aqui, ainda corre na veia o sangue nobre, raro, de quem apenas dormia.

Sonho em 17/03/2026.


quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Escrever sem devanear

 Há tempos não escrevo, não me inspiro a escrever...

Talvez porque tenha me queixado e avaliado sobre o verdadeiro sentido do escrever.

Eu realmente gostaria de escrever, sair riscando as linhas retas e bagunçado tudo em forma de palavras, notas, tortas ou não.

Eu não mais escrevo, porque escrever se tornou algo mais crítico, nítido, não devanear ficou fútil, inútil.

Eu quero escrever sobre a realidade dos irreais, dos mortais, dos malucos ou normais.

Sobre a brisa, o mar, o vento ou sobre o tempo, não sobre lamento, pois, lamentar ficou chato,

eu não escrevo mais com antes e isso é absolutamente normal, pois, escrever talvez não tenha sido algo que eu gostasse ou amasse, mas uma necessidade de libertar a disritmia do meu ser. 

E isso também pode ser genial, ter como amigos leais, um lapis e papel, como uma tela e um pincel.

Eu escrevi o que senti, o que não senti, o que vivi e o que não vivi, eu simplismente saía escrevendo por aí, tudo que me vinha a cabeça.

Eu escrevi até sobre você. Calma, é  que minhas histórias são sobre ser mulher, sobre sofrer e desiludir, sobre chorar e sorrir, nos histórias se conectam, se completam.

Só Depois do carnaval (música)

Só Depois do Carnaval

Não me olha assim, não, desse jeito

Procurando um gesto, procurando um defeito

Mas a vida encarrega se arrumar ah, ah, ah

O que começa um diaa, pode sim acabaaar


Foi amor irreal, desamor

Alegria real, não rolou

Eu sorri, sorri...nessa melodia

Vesti fantasia a a


Uma vida assim, não, desigual

Não deseja mudar, nem deseja ousar

É a festa mais linda sem amor oh oh

Depois da quarta-feiraa, uma chance acaboouu.



Mas choreeei, antes do final

Entrei na avenida a a

Desfileeei na minha companhia

Pra dizer que sofrer já não mais iria, ja não mais iriaaaa

Eu desfileei na antes do final na minha companhia, na minha companhia.

Desigual, desigual, desiguaaal


O O O acabou,

Só depois carnaval , só depois do carnaval

Só depois do carnavallllll


só depois do carnaval, só depois do canaval, só  depois do carnavaaaaaaaaal (bis)





quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Soltei-me

Soltei a mão de quem não seguia o mesmo caminho,

Soltei porque é melhor andar sozinho do que com quem não sabe caminhar,

Deixei a porta fechada, aqui só entra quem sabe andar, quem sabe sonhar, quem sabe dizer, expressar o amor, a alegria, a vida.                        E o melhor do teu se ser.

Soltei e continuo soltando mãos que não querem segurar, que não querem apoiar, mãos que derrubam, agridem e destroem.

Segui com olhos vibrantes, com brilho cintilante que neles refletem o bem. Eu olho e não encontro olhos que possam me olhar.

Eu continuo soltando a mão de quem não ousa segurar as minhas mãos com verdade, que transmita segurança, solidez e cumplicidade.




domingo, 17 de novembro de 2024

ÁRVORE

Hoje sinto-me árvore

com sede de ventos e fome de mim,

ser árvore é e estar em movimento,

em evolução.

É aber a hora de repousar e quando florescer


Hoje sinto como árvore,

quero dançar ao som dos ventos 

que embala sobre mim

minhas folhas são movidas por este som,

eu sou a minha propria dança


eu danço com as mais belas melodias,

sou guiada pela mãe natureza

que me diz a hora de gritar

a hora de parar, mas sou eu quem

acolho l quem precisa dos meus braços.


Hoje sou árvore, sou vento, sou movimento

sou danca, sou cor, sou galho, sou dor

Hoje sou árvore para dizer que sem mim, não serei mais nada.