sábado, 12 de setembro de 2026

PROTESTO

Joana recorda com sorriso no rosto o dia em que a sua falta de criatividade virou motivo de rebeldia. Logo ela que sempre fez as atividades  em sala de aula. Foi na oitava série que pela primeira vez ela tutibiou. Recebeu a tarefa da professora como um corte na garganta. "Como assim? Desqualificar o sujeito, o substantivo?" Na sua opinião uma tarefa assim não deveria ser dada, muito menos valer nota para passar de ano. Era a vaidade gritando, pois, ela era a aluna que recebia destaques em seus textos nas aulas de português, agora se via em apuros e não queria perder este destaque, era como se tivesesse que desqualificar a si mesma. Joana levou tão a sério essa revolta que no dia da entrega da tarefa, todos entregaram, menos ela. A professora prontamente questionou, foi aí que ela respondeu que não fez porque tal tarefa era uma afronta para os seus neurônios. Enquanto todos olhavam em sua direção, ela se levantou e sacou um papel do bolso, levantou-se e começou a ler um texto com o título de "protesto". A professora sem entender, arregalou um olho e começou a prestar atenção. Ao final da leitura todos levantaram e começaram a aplaudir, quando todos pararam, a professora começou a elogiar o texto dizendo que quase acreditou em Joana e ainda disse que um texto naquele nível de qualidade sem nenhum adjetivo, só poderia ser escrito por ela.

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

 Segundo


Vento

Costume

Ausência

Banido

Surreal

Chego

Morro

Medido

Certo

Descobre

Sussurro

Senistezia

Histeria

Romance

Siga-nos

Africano

Jamaicano

Tribos

Correntes

Serpertes


domingo, 6 de setembro de 2026

Você

Em dias frios sigo como pássaro voando em desatino, procuro um abrigo para repousar.


O peito  recorda miséria de um tempo sombrio do seu caminhar, contando história para não recordar.


Em dias vazios transformo desgraça em lembranças frívolas.  


Cinzas esquecidas na solidão,  mente em estado de obnubilação.    


Perdido sem rumo, sem prumo, sentindo falta da música cantada ao sol de domingo na varanda do quarto com seu violão.   

                                                                                              

Sorriso maroto de jovem poema,  criando sonetos, enquanto partia o meu coração,


É tempo passado destoando presente, silêncio onírico para apagar da memória,


o corpo que sente, alma eloquente, sensato seria apagar-te da mente.


Mas ainda ocupa um lugar, reabriu o buraco cavado no chão, abrigando um deserto que faz confusão.


Desalinhou a vida,

                                   rompeu a inocência,

              levou minha paz,

                              ficou o teu cheiro,

               de resto, teu fruto.


Reflexos

4Angela Rodrigues

Sou feito de variedades,

meu objetivo é olhar. 

Embora haja quem recuse me ver,

porque sou lente para mente.

Vejo...

Olhos de lágrimas, 

sorriso vazios,

alegria sem brilho.

Vejo...

Máscara sem cor,

pintura escondida,

olheiras de dor,

mente perversa,

imagem reversa,

mentira estampada,

farsa escancarada.

Vejo...

Solidão sem perdão,

tensão, solidão, tensão.

Enxergo...

Fases da alma,

beleza escondida,

disfarce da vida,

transparência invisível.

Mas...

Também sou vaidade,

dilema inocente,

caráter indecente,

algo para moldar.

Sou o lado oposto,

adereço de Orixá,

desculpa escondida.

Sou...

Ponto cego da tragédia,

o lado oculto do teu ser,

insistência do amanhecer,

choro ao entardecer,

sou o côncavo e convexo,

o segredo e o reflexo.


domingo, 23 de agosto de 2026

Espelho

 Vejo você, nem sempre me alegro, 


poque você é de fases, eu não compreendia isso Quando cheguei aqui nesse ambiente aparentemente saudável. Pura ironia do destino, porque de onde eu vi, eu não era de ninguém, as pessoas passavam por mim, só para enxergar suas imperfeições, outras suas vaidades, até que você chegou, me olhou b nos olhos primeiro, depois me encarou profundamente, naquele dia você enxergou minha virtude, minha beleza interna e externa, gostou do meu formato redondo, eu bem vi que você pensou em me transformar em uma mandá-la, eu até gostei da ideia, mas você hoje estou aqui do jeito que voce me trouxe, pelado sem nada, apenas pendurado na parede.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Partida

Partida - Música 


É hora de partir, talvez eu vou voltar

Preciso ir daqui, outros ares habitar

Não sei se vou voltar, raizes finquei

Amigos vou deixar


É hora de ir, lapidar minha memória, 

construir uma história 

Que ficou em uma lembrança 

De um sonho de criança 

Que não pude realizar


Quem sabe agora a sina de pensar nessas meninas, me faça repensar

o caminho agora é meu, deixei me ir

Preciso andar


Ah, maravilha, ser mulher, peregrina, quem sabe eu possa ser

Talvez viajante, com mochilas nas costas encontrar minha criança 

Para reconectar


Ah, maravilha, quando se tem coragem para continuar

Com a certeza de que o coração ainda pulsa


Com a cantiga de criança

Vem latente na lembrança construindo nova dança na incerteza se vou voltaaaar


Lararaia, laraialaiaaaaa

Execicio de escrita - Coletivo escreviventes

Espelho


Sou feito de variedades,

meu objetivo é olhar. 

Embora haja quem recuse me ver,

porque sou lente para mente.

Vejo...

Olhos de lágrimas, 

sorriso vazios,

alegria sem brilho.

Vejo...

Máscara sem cor,

pintura escondida,

olheiras de dor,

mente perversa,

imagem reversa,

mentira estampada,

farsa escancarada.

Vejo...

Solidão sem perdão,

tensão, solidão, tensão.

Enxergo...

Fases da alma,

beleza escondida,

disfarce da vida,

transparência invisível.

Mas...

Também sou vaidade,

dilema inocente,

caráter indecente,

algo para moldar.

Sou o lado oposto,

adereço de Orixá,

desculpa escondida.

Sou...

Ponto cego da tragédia,

o lado oculto do teu ser,

insistência do amanhecer,

choro ao entardecer,

sou o côncavo e o convexo,

o segredo e o reflexo.