A noite dormia em transe
Morte lenta sem sentido
Cheiro de terra molhada
Desatre com corte profundo
Conto palavras vazias
Microfone para descrever
Censura em dia de sorte
Gramática censurando poemas
O sol sozinho se vai
O Silêncio refaz o caminho
Vazio em tarde de chuva
Constelação sem brilho
Em céu sem paixão
Mar aberto pede passagem
Floresta densa abre caminho
Frio em noite de lua
Selva pedindo abrigo
Orvalho de manhã
Molhando grama seca
Espera constante pela
Insanidade do vento
Que busca abismo
De um sorriso selvagem
Sapateando amor, perdão
Buscando sermão do padre perdido
Relva
Simbólico
Dor
Paixão
Perda
Morri
Vivi
Sofri
Chorei
Voltei