domingo, 6 de setembro de 2026

Reflexos

4Angela Rodrigues

Sou feito de variedades,

meu objetivo é olhar. 

Embora haja quem recuse me ver,

porque sou lente para mente.

Vejo...

Olhos de lágrimas, 

sorriso vazios,

alegria sem brilho.

Vejo...

Máscara sem cor,

pintura escondida,

olheiras de dor,

mente perversa,

imagem reversa,

mentira estampada,

farsa escancarada.

Vejo...

Solidão sem perdão,

tensão, solidão, tensão.

Enxergo...

Fases da alma,

beleza escondida,

disfarce da vida,

transparência invisível.

Mas...

Também sou vaidade,

dilema inocente,

caráter indecente,

algo para moldar.

Sou o lado oposto,

adereço de Orixá,

desculpa escondida.

Sou...

Ponto cego da tragédia,

o lado oculto do teu ser,

insistência do amanhecer,

choro ao entardecer,

sou o côncavo e convexo,

o segredo e o reflexo.


domingo, 23 de agosto de 2026

Espelho

 Vejo você, nem sempre me alegro, 


poque você é de fases, eu não compreendia isso Quando cheguei aqui nesse ambiente aparentemente saudável. Pura ironia do destino, porque de onde eu vi, eu não era de ninguém, as pessoas passavam por mim, só para enxergar suas imperfeições, outras suas vaidades, até que você chegou, me olhou b nos olhos primeiro, depois me encarou profundamente, naquele dia você enxergou minha virtude, minha beleza interna e externa, gostou do meu formato redondo, eu bem vi que você pensou em me transformar em uma mandá-la, eu até gostei da ideia, mas você hoje estou aqui do jeito que voce me trouxe, pelado sem nada, apenas pendurado na parede.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Partida

Partida - Música 


É hora de partir, talvez eu vou voltar

Preciso ir daqui, outros ares habitar

Não sei se vou voltar, raizes finquei

Amigos vou deixar


É hora de ir, lapidar minha memória, 

construir uma história 

Que ficou em uma lembrança 

De um sonho de criança 

Que não pude realizar


Quem sabe agora a sina de pensar nessas meninas, me faça repensar

o caminho agora é meu, deixei me ir

Preciso andar


Ah, maravilha, ser mulher, peregrina, quem sabe eu possa ser

Talvez viajante, com mochilas nas costas encontrar minha criança 

Para reconectar


Ah, maravilha, quando se tem coragem para continuar

Com a certeza de que o coração ainda pulsa


Com a cantiga de criança

Vem latente na lembrança construindo nova dança na incerteza se vou voltaaaar


Lararaia, laraialaiaaaaa

Execicio de escrita - Coletivo escreviventes

Espelho


Sou feito de variedades,

meu objetivo é olhar. 

Embora haja quem recuse me ver,

porque sou lente para mente.

Vejo...

Olhos de lágrimas, 

sorriso vazios,

alegria sem brilho.

Vejo...

Máscara sem cor,

pintura escondida,

olheiras de dor,

mente perversa,

imagem reversa,

mentira estampada,

farsa escancarada.

Vejo...

Solidão sem perdão,

tensão, solidão, tensão.

Enxergo...

Fases da alma,

beleza escondida,

disfarce da vida,

transparência invisível.

Mas...

Também sou vaidade,

dilema inocente,

caráter indecente,

algo para moldar.

Sou o lado oposto,

adereço de Orixá,

desculpa escondida.

Sou...

Ponto cego da tragédia,

o lado oculto do teu ser,

insistência do amanhecer,

choro ao entardecer,

sou o côncavo e o convexo,

o segredo e o reflexo.











sexta-feira, 24 de julho de 2026

 Sem perdão...

Eu me perguntei, o que vou fazer

Não sei, não digo, não ligo pra você 

Eu te magoei, quando te deixei

Mas a vida anda, agora me curei.


Sem amor...

Dei valor a vida, encontrei a saída 

Respondi, eu sigo, sem você 

Fiz essa canção, pra homenagear

A mulher que tem coragem pra recomeçar 


Corre pra vida, deixei a ferida 

Você venceu e se convenceu

Que ser mulher, é seguir, 

Encarando que nem tudo ...


Em construção 



quinta-feira, 2 de julho de 2026

 A noite dormia em transe 

Morte lenta sem sentido

Cheiro de terra molhada

Desatre com corte profundo

Conto palavras vazias

Microfone para descrever

Censura em dia de sorte

Gramática censurando poemas

O sol sozinho se vai

O Silêncio refaz o caminho

Vazio em tarde de chuva

Constelação sem brilho

Em céu sem paixão 

Mar aberto pede passagem

Floresta densa abre caminho

Frio em noite de lua

Selva pedindo abrigo

Orvalho de manhã 

Molhando grama seca 

Espera constante pela

Insanidade do vento

Que busca abismo

De um sorriso selvagem

Sapateando amor, perdão 

Buscando sermão do padre perdido

Relva

Simbólico 

Dor

Paixão 

Perda

Morri

Vivi

Sofri

Chorei

Voltei

Muito ruim, reconstruir

 Céu arrebol

Com nuvens brancas ao redor

Vermelho alaranjado

Contemplando a cor do sol


Carta de amor

dissabor

Desamor

Gotas de lágrimas molhando papel


Em construção