quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Escrever sem devanear

 Há tempos não escrevo, não me inspiro a escrever...

Talvez porque tenha me queixado e avaliado sobre o verdadeiro sentido do escrever.

Eu realmente gostaria de escrever, sair riscando as linhas retas e bagunçado tudo em forma de palavras, notas, tortas ou não.

Eu não mais escrevo, porque escrever se tornou algo mais crítico, nítido, não devanear ficou fútil, inútil.

Eu quero escrever sobre a realidade dos irreais, dos mortais, dos malucos ou normais.

Sobre a brisa, o mar, o vento ou sobre o tempo, não sobre lamento, pois, lamentar ficou chato,

eu não escrevo mais com antes e isso é absolutamente normal, pois, escrever talvez não tenha sido algo que eu gostasse ou amasse, mas uma necessidade de libertar a disritmia do meu ser. 

E isso também pode ser genial, ter como amigos leais, um lapis e papel, como uma tela e um pincel.

Eu escrevi o que senti, o que não senti, o que vivi e o que não vivi, eu simplismente saía escrevendo por aí, tudo que me vinha a cabeça.

Eu escrevi até sobre você. Calma, é  que minhas histórias são sobre ser mulher, sobre sofrer e desiludir, sobre chorar e sorrir, nos histórias se conectam, se completam.

Música

Não me olha assim desse jeito

Temos nossos próprios defeitos

A própria vida se encarrega de arrumar

Tudo que começou pode acabar


Sua vida assim tão banal

Os encontros em dia de Carnaval 

Se tornaram a festa mais linda de amor

Mas depois da quarta-feira tudo se acabou.


É amor irreal, desamor

Alegria total, não rolou

Eu sorri sem palavras na melodia

Meu amor ideal é minha companhia






quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Soltei-me

Soltei a mão de quem não seguia o mesmo caminho,

Soltei porque é melhor andar sozinho do que com quem não sabe caminhar,

Deixei a porta fechada, aqui só entra quem sabe andar, quem sabe sonhar, quem sabe dizer, expressar o amor, a alegria, a vida.                        E o melhor do teu se ser.

Soltei e continuo soltando mãos que não querem segurar, que não querem apoiar, mãos que derrubam, agridem e destroem.

Segui com olhos vibrantes, com brilho cintilante que neles refletem o bem. Eu olho e não encontro olhos que possam me olhar.

Eu continuo soltando a mão de quem não ousa segurar as minhas mãos com verdade, que transmita segurança, solidez e cumplicidade.




domingo, 17 de novembro de 2024

ÁRVORE

Hoje sinto-me árvore

com sede de ventos e fome de mim,

ser árvore é e estar em movimento,

em evolução.

É aber a hora de repousar e quando florescer


Hoje sinto como árvore,

quero dançar ao som dos ventos 

que embala sobre mim

minhas folhas são movidas por este som,

eu sou a minha propria dança


eu danço com as mais belas melodias,

sou guiada pela mãe natureza

que me diz a hora de gritar

a hora de parar, mas sou eu quem

acolho l quem precisa dos meus braços.


Hoje sou árvore, sou vento, sou movimento

sou danca, sou cor, sou galho, sou dor

Hoje sou árvore para dizer que sem mim, não serei mais nada.


PRETA NEGRA


Esta pele preta, cinza ou marrom?

Näo… Nãooooooo!

E preta mesmo, não tenta mudar 

a minha pigmentação 


Eu nasci assim, vou ser sempre assim

Não tenta mascarar,  a minha cor.

Esse caminho parece não ter fim

Sou preta mesmo e não um robô


Sou preta negra porque cansei de ser

Jambo, neguinha, morena,  mulata, pretinha.


Não me venha com variedades

Sou preta, isso já basta e ponto final.


Essa pele é preta, não finja por favor, embora minha pele seja preta não esconde a minha dor.



DILEMA MARGINAL

Sai da zona de conforto

Hoje todo mundo luta solto

Solto com sua consciência

Com sua crença e atitude.

É corpo preto pra todos lado, 

sangue suado da luta do trabalhador,

Do povo que corre pra se sustentar.

Na batalha dia a dia, é só correria.

Mãe gritando nas vielas

em dia de confronto

em busca do filho perdido na favela

São cenas já vistas, tiros, 

bombas ou spray de pimenta

espalham-se pela morro e o povo nao aguenta

Num dia de domingo

Não há descanso semanal,

São 5 horas da matina, hoje não haverá, feira, 

nem culto matinal, só lágrimas da mãe

que encontra um corpo sangrando

Na rua, no morro, pedindo desculpa

Despedindo-se, bem baixinho suspirando.


sexta-feira, 15 de novembro de 2024

DEIXA CHORAR

Não há choro que leve ao fim

Choro nem sempre é de dor

E quando for, é preferivel que 

deixem cair.

Lágrimas são rios de chuva

Que pingam necessariamente

Quando é necessário explodir

São gotas de Orvalho que pulsam no olhar 

São ventos soprando para encorajar

Lagrimas são luzes refletidas na escuridão.